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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

RPM (Revoluções por Minuto)


É uma banda de rock brasileira surgida em 1983, tendo sido uma das mais populares do país nos anos de 1984 a 1987. Foi uma das bandas mais bem sucedidas da história da música brasileira. Na segunda metade dos anos 80, conseguiram bater todos os recordes de vendagens da indústria fonográfica brasileira. A visão crítica e bagagem cultural do letrista Paulo Ricardo foi um argumento de marketing na vendagem dos discos da banda. A banda vendeu mais de 5 milhões de discos em sua carreira.
Tudo começou em 1980, em São Paulo, quando Paulo Ricardo namorava Eloá, que morava em frente à casa onde Luiz Schiavon ensaiava com May East. O casal resolveu um dia visitar os vizinhos, que estavam num ensaio crucial que decidiam entre cantar em inglês ou português. Paulo Ricardo deu seu voto, opinando pelas letras em português e assim conheceu Luiz Schiavon. Neste dia conversaram muito sobre música. Paulo estava começando sua carreira como crítico musical e Schiavon era um pianista clássico, que buscava um novo caminho, mais popular, mas sentiu dificuldade em encontrar alguém. Foi assim que Paulo recebeu o convite para integrar o "Aura", uma banda de jazz-rock que ainda tinha Paulinho Valenza na bateria e o curitibano Edu Coelho na guitarra. Depois de três anos de ensaios e nenhum show, Luiz encantou-se pela música eletrônica e pela tecnologia de novos sintetizadores, enquanto Paulo decidiu morar na Europa – primeiro na França e depois em Londres, de onde escrevia sobre novidades musicais para a revista Somtrês e se correspondia com freqüência com Schiavon. Este choque de personalidades impulsionou a criação do RPM depois que o trabalho da dupla foi retomado em fins de 1983, já em São Paulo. 
 Juntos, criaram as primeiras canções. As primeiras foram "Olhar 43", "A Cruz e A Espada" e a música que batizara a banda que ali nascia: "Revoluções por Minuto". Gravaram uma fita demo destas canções com uma bateria eletrônica e encaminharam à gravadora CBS, que considerou-as ambíguas e difíceis de tocar nas rádios. 
 O nome 45 RPM (45 rotações por minuto) foi sugerido inicialmente em uma lista de nomes feita por uma amiga. Schiavon e Paulo gostaram do nome, mas tiraram o 45 e mudaram o Rotações por Revoluções. Convidaram o guitarrista Fernando Deluqui (ex-guitarrista da cantora May East, ex-integrante da Gang 90 e as Absurdettes) e o baterista Junior Moreno, na época com apenas 15 anos e impedido de fazer futuras excursões com a banda. Posteriormente, devido aos estudos abriu mão das baquetas sendo substituído por Charles Gavin (ex-Ira!, futuro baterista dos Titãs) para completar o grupo. Já batizados de RPM, conseguiram um contrato com a gravadora Sony Music, com o compacto de 1984, que viria com as faixas "Louras Geladas" (a música virou um hit das danceterias e das paradas de sucesso das rádios) e "Revoluções por Minuto" (que foi censurada na época). "Louras Geladas" caiu no gosto do público de todo o país e levou a banda a gravar o seu álbum de estreia, já com o baterista Paulo P.A. Pagni (ex-Patife Band), que entrou para o RPM como convidado, no meio da gravação do LP, o que explica a sua ausência na capa do disco "Revoluções Por Minuto". Charles Gavin havia saído do grupo para se integrar aos Titãs.

1985: Revoluções por Minuto

No mês de maio chega às lojas Revoluções Por Minuto, no vácuo de um país ainda perplexo com a morte de Tancredo Neves. O misto de paixão platônica e pretensa declaração de amor de "Olhar 43" emplaca nas rádios e abre caminho para que outras faixas, mais politizadas e/ou conceituais, façam o mesmo. As faixas do disco tratam também de temas como política internacional e transformações sócio-econômicas. As canções são marcadas pela forte presença da bateria eletrônica e pelo clima soturno dos arranjos de Luiz Schiavon. O sucesso do álbum é tanto que o RPM emplaca rapidamente uma seqüência de hits no rádio (oito entre as onze faixas do álbum) e chega à marca de 100.000 LPs vendidos (disco de ouro). Revoluções por Minuto chegou a vender 300 mil cópias.


1986: Rádio Pirata Ao Vivo

Logo depois dos primeiros shows de divulgação, o RPM fecha contrato com o megaempresário Manoel Poladian, que procurava uma banda em ascensão no rock brasileiro para o seu elenco de artistas platinados de MPB. Os costumeiros palcos das danceterias são trocados por uma megaprodução, com direito a Ney Matogrosso assinando luz e direção, canhões de raio laser e multidões espremidas em ginásios e estádios. A esta altura, Paulo Ricardo já é sex symbol: estampa diversas capas de revistas e enloquece garotas histéricas.

Sem “futuros hits” na manga e para manter a banda em alta, Poladian, músicos e gravadora lançam em julho de 1986, um novo álbum, com parte do registro de dois shows da histórica turnê. O repertório de Rádio Pirata Ao Vivo traz quatro gravações inéditas (sendo duas covers) e cinco faixas de Revoluções Por Minuto. Com a ajuda dos preços congelados do Plano Cruzado, 500 mil cópias são vendidas antecipadamente. Rapidamente as vendas de Rádio Pirata Ao Vivo disparam e chegam a 3,7 milhões. O RPM transforma-se na banda de maior vendagem da indústria fonográfica nacional até então. O sucesso foi tanto que, no mesmo ano, o grupo foi o tema principal de uma edição integral do programa jornalístico Globo Repórter, com reportagem de Pedro Bial. 
Porém, o vocalista Paulo Ricardo passou a ser conhecido apenas como "sex symbol" e procurado e visto por jornalistas e fãs como se fosse modelo e não músico.


1987: a primeira separação
Mesmo com todo o sucesso no Brasil e em países como França e Portugal, a banda passava por uma situação difícil. 
 Em junho, houve o lançamento oficial de um disco mix, intitulado RPM & Milton, com a participação do cantor Milton Nascimento. 
 O fracasso do projeto RPM Discos, um selo próprio do grupo, acabou causando conflitos entre seus integrantes. Chegou-se a produzir um LP com o grupo paulista Cabine C (liderado pelo ex-Titã Ciro Pessoa), que prensado e distribuído pela RCA, foi um grande fracasso comercial. Ainda em 1987, Paulo Ricardo, Fernando, Schiavon e P.A. anunciaram a separação oficial do grupo.

1988: Quatro Coiotes

 O grupo retomou as atividades em 1988, com o álbum "RPM" (mais conhecido como Quatro Coiotes), com uma tiragem inicial de 250 mil cópias. Na gravadora, o RPM ainda tinha destaque, pois chegara a empatar com Roberto Carlos em termos de vendagem, ainda a maior fonte de receita da empresa. 
 Separados há mais de seis meses, a banda ressurgia aparentemente mais amadurecida, com um disco basicamente com base na percussão (do brasileiro Paulinho da Costa, radicado nos EUA). O som é estritamente alto, com o instrumental sobrepondo-se às letras (todas, exceto "Ponto de Fuga", de Paulo Ricardo). Destacam-se também o erotismo de A Dália Negra e também a critica social de O Teu Futuro Espelha Essa Grandeza, com participação de Bezerra da Silva. O disco contou com tiragem inicial de 250 mil cópias (na época, disco de platina), que foram bem vendidas. Apesar disso, o número era um fracasso para os padrões do RPM, que se separa novamente. 
 O grupo ainda viria a realizar a regravação de "A página do relâmpago elétrico", de Ronaldo Bastos e Beto Guedes, para o disco/tributo ao compositor Ronaldo Bastos, intitulado "Cais", lançado pela Som Livre, em 1989.

1993: Paulo Ricardo & RPM

 Apesar de não contar com o tecladista Luiz Schiavon e com o baterista Paulo P.A. Pagni, este disco é considerado por muitos como o terceiro disco de estúdio da banda. Com Paulo Ricardo (voz e baixo), Fernando Deluqui (guitarras), Marquinho Costa (bateria) e Franco Júnior (teclados), este é o disco mais pesado da banda. Sem a influência de Schiavon a banda aposta em guitarras pesadas e solos bem construídos por Deluqui. O disco, mesmo apresentando excelente qualidade musical, não refletiu o sucesso nos palcos e nas vendas. Muitas bandas do rock brasileiro dos anos 80 caíram no ostracismo, principalmente com o fenômeno da música sertaneja e do axé music. Após a malfadada turnê do disco, Paulo e Fernando resolveram seguir caminhos diferentes. O guitarrista gravaria um disco solo e, em 1995, tocaria com os Engenheiros do Hawaii. Paulo Ricardo, por sua vez, trilharia os caminhos da MPB.


2002: MTV RPM 2002
 Em 2001, os quatro músicos do RPM se encontraram novamente para ensaiar, sem maiores pretensões, os antigos sucessos. Percebendo o entrosamento perfeito e a vontade de todos de estarem juntos novamente nos palcos, deram início ao retorno do RPM, inclusive com o retorno do empresário Manoel Poladian, considerado o "quinto coiote". 
 Em 2001 é lançado o single "Vida Real", um cover da canção "Leef" do holandês Han van Eijk, o tema oficial da primeira edição do mundo do reality show Big Brother, que foi escolhido como tema de abertura da edição brasileira do mesmo. 
 A banda voltou à mídia com o CD e DVD MTV RPM 2002, gravado no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, nos dias 26 e 27 de março de 2002. Além dos grandes sucessos, a banda apresenta canções inéditas, como Carbono 14, Rainha, Vem Pra Mim e Onde Está o Meu Amor (gravada em estúdio e incluída na trilha sonora da novela Esperança, da (Rede Globo). Destacam-se também as participações do músico pernambucano Otto, no instrumental Naja (incluído apenas no DVD); de Roberto Frejat, do Barão Vermelho, na regravação de Exagerado, sucesso de Cazuza; e a participação virtual de Renato Russo na canção A Cruz e a Espada. O CD vendeu mais de 300.000 mil cópias, obtendo o disco de platina. 
 Em 2003, novamente com a MTV, participaram do projeto Luau MTV. 
 2003: Nova separação
O grupo, com o sucesso do projeto da MTV, começou então uma nova turnê por todo o Brasil, que não durou muito tempo. Especulações dizem que a banda se separou após os outros integrantes descobrirem que Paulo Ricardo havia registrado todos os direitos em seu nome, iniciando uma disputa judicial pela marca RPM. Outros dizem que houve divergências quanto à sonoridade da banda. 
 Ainda nessa época seria lançado um novo CD do RPM, porém, com as divergências quanto a banda, o projeto foi abandonado.
 Luiz Schiavon e Fernando Deluqui, juntamente com André Lazzarotto, lançaram o álbum LS&D (Viagem na Realidade) (2000 cópias foram lançadas). A canção "Madrigal", que foi tema de abertura da telenovela Cabocla, foi bem executada. 
 Paulo Ricardo e o baterista Paulo P.A. Pagni formaram a banda PR.5. Mesmo com o fracasso do cd Zum Zum, Paulo Ricardo lançou a canção Eu Quero Te Levar.
 Paulo Ricardo lançou em 2006 o CD e DVD Acoustic Live, com covers de clássicos internacionais, como "Beautiful Girl" (INXS) e "Love Me Tender" (Elvis Presley). Nesse mesmo ano, no segundo semestre Paulo Ricardo, P.A e Luiz Schiavon tocaram juntos no programa Domingão do Faustão, um encontro memorável que relembrou grandes sucessos da banda RPM. 
2007: A volta
 Em 2007, Paulo lança o CD Prisma, com uma pegada pop rock com as faixas "Diz" e "A Chegada", contando com os membros do PR.5 como músicos de apoio, inclusive o baterista Paulo P.A. Pagni e a participação de Luiz Schiavon na canção "O dia D, A hora H".
 Ainda em 2007, o grupo RPM tocou junto com todos os seus integrantes em São Paulo, com grande sucesso.
 A banda anunciou o lançamento de uma caixa com os 3 primeiros álbuns da banda e mais um CD com remixes, covers e faixas não lançadas, junto com o DVD Rádio Pirata - O Show, contendo o registro de um show realizado em Dezembro de 1986, em São Paulo, filmado pela Rede Globo.
 Em 2007 Fernando Deluqui lança o seu segundo disco solo intitulado de DELUX, um disco bem elaborado que conta com participação de Schiavon na composição da canção "Chuva".
 Luiz Schiavon foi tecladista, maestro e diretor musical do programa Domingão do Faustão da Rede Globo de 2004 até 2011.
2011: Elektra
 No final do ano de 2010, Paulo Ricardo postou em seu Twitter que a banda iria se reunir para gravar um novo álbum em 2011. Schiavon também confirmou a pretensão de retornarem, afirmando estarem vendo possibilidades para a volta aos palcos, já que sua banda no Domingão do Faustão não iria continuar em 2011.
 Dias após aos boatos, Schiavon confirma em seu twitter que a banda já estava compondo para o novo álbum. Segundo Paulo Ricardo, a banda queria fazer um som que lembrasse bandas atuais que misturam rock com música eletrônica como Muse, The Killers, Blur, entre outros[3] . Houve alguns boatos em relação ao produtor Liminha, que foi responsável pela produção de grande parte das bandas da década de 80 e 90, como Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor, Ira!, Kid Abelha, Cidade Negra, Chico Science & Nação Zumbi, O Rappa, entre outros. Mas o álbum foi produzido por Paulo e Schiavon. Além disso, os shows da turnê de divulgação do álbum contaram com a direção de Ulysses Cruz. Nessa época, houve boatos que a banda iria se apresentar na quarta edição do Rock In Rio, o que aconteceu nos meses de setembro e outubro.
 A pré-estreia da Tour 2011, aconteceu no honrado evento de São Paulo "Virada Cultural". Um mês após esta apresentação, foi divulgado o título do álbum, chamado Elektra e foi disponibilizado quatro músicas para download no site oficial da banda. As canções, "Muito Tudo", "Crepúsculo" e "Ela é demais (pra mim)" apresentavam o tom do disco, mais voltado para a música eletrônica. A quarta canção, "Dois Olhos Verdes" é mais familiar ao som do RPM dos anos 80, e foi escolhida para ser o primeiro single.
 Inicialmente a banda liberaria 4 faixas mensalmente no site oficial e lançaria o disco no meio do ano, mas a promessa não foi cumprida, e o álbum (junto com as canções até então desconhecidas) foi lançado apenas no dia 6 de dezembro. O álbum foi lançado pela Building Records em um formato duplo, sendo o segundo CD formado por remixes de algumas das faixas do álbum.
 O disco Elektra, além do flerte com a música eletrônica, também se apoia bastante nos arranjos de Luis Schiavon, que junto com os sintetizadores eletrônicos praticamente monopoliza a condução das canções. As letras são as mais leves de toda a discografia da banda, priorizando temas como amor e diversão - apenas duas canções, "Muito Tudo" e "Problema Seu" carregam um tema mais reflexivo.
 Desde o final de dezembro o álbum encontra-se na lista dos 40 álbuns mais vendidos no país.
  A estreia da nova turnê foi no dia 20 de maio de 2011, no Credicard Hall, em São Paulo. No entanto, no dia 15 de maio de 2011 a banda se apresentou no programa Domingão do Faustão. O RPM têm continuado a turnê desde então.
 Em novembro de 2012, a banda se apresenta no programa O Melhor do Brasil da Rede Record, sendo a primeira banda a tocar Ao Vivo no quadro Vai Dar Namoro, aonde o apresentador Rodrigo Faro não escondia sua empolgação, sendo que o mesmo se declarou fã da banda diversas vezes.

Livro: Revelações Por Minuto
Em dezembro de 2007, o livro "Revelações Por Minuto" foi lançado, contando os detalhes da trajetória da banda, desde seu início (1984) até o seu suposto "fim" (1989). O livro foi promovido em uma grande coletiva de imprensa em São Paulo, contando com a presença do autor, Marcelo Leite de Moraes, e os quatro integrantes da banda.

Formação
Paulo Ricardo - baixo e voz
Fernando Deluqui - guitarra e vocais
Luiz Schiavon - teclados
Paulo P.A. Pagni - bateria e vocais

terça-feira, 2 de agosto de 2016

BOM DIA VIETNÃ (GOOD MORNING, VIETINAM)

É um filme estadunidense de 1987, uma comédia dramática de guerra dirigida por Barry Levinson.
 Em 1965, o DJ Adrian Cronauer é recrutado para comandar o programa de rádio das forças armadas estado-unidenses no Vietnã, especificamente em Saigon. Irreverente, ele agrada aos soldados, mas enfurece Steven Hauk, um segundo-tenente e superior imediato de Cronauer, que tinha uma necessidade enorme de provar que era superior hierarquicamente. Movido pela inveja e ciúme, ele tenta prejudicar Cronauer, mas a sua popularidade é tal que é protegido pelos altos escalões.

Elenco:
Robin Williams .... Adrian Cronauer
Forest Whitaker .... recruta Edward Montesque Garlick
Tung Tranh Tran ... Tuan
Chintara Sukapatana .... Trinh
Bruno Kirby .... tenente Steven Hauk
Robert Wuhl .... sargento Marty Lee Dreiweitz
J.T. Walsh .... sargento Phillip Dickerson ('Dick')
Noble Willingham .... general Taylor
Richard Edson .... recruta Abersold
Juney Smith .... sargento Phil McPherson
Richard Portnow .... Dan Levitan
Floyd Vivino .... Eddie Kirk
Cu Ba Nguyen .... Jimmy Wah


Premiações e Indicações:
  1. Recebeu uma indicação, na categoria de melhor ator (Robin Williams);
  2. Globo de Ouro 1988 (EUA;
  3.  Venceu na categoria de melhor ator - comédia / musical (Robin Williams);
  4. BAFTA 1989 (Reino Unido);
  5. Recebeu duas indicações, nas categorias de melhor ator (Robin Williams) e melhor som;
  6. American Comedy Awards 1988 (EUA);
  7. Robin Williams venceu na categoria de ator mais engraçado em cinema;
  8. Political Film Society 1989 (EUA);
  9. Venceu na categoria Paz.
Curiosidades do Filme:
  1. O orçamento de Bom dia, Vietnã foi de treze milhões de dólares;
  2. O verdadeiro Adrian Cronauer disse que apenas 45% do filme retrata a realidade dos fatos e que se ele tivesse agido como Robin Williams agiu no filme, certamente teria enfrentado a corte marcial;
  3. Ao contrário do personagem no filme, o verdadeiro Adrian Cronauer não usava de comédia em seu programa de rádio e nem foi expulso pelos militares; ele deixou o Vietnã porque seu período de trabalho tinha terminado.

SYMPATHY FOR THE DEVILL - THE ROLLING STONES

 Lançada como a faixa de abertura de seu sétimo álbum de estúdio, Beggars Banquet de 1968, ela foi escrita por Mick Jagger e creditada a Jagger e Richards. A revista Rolling Stone classificou-a na 32ª posição em sua lista das 500 melhores canções de todos os tempos.
 Foi composta por Mick Jagger com inspiração no livro O Mestre e Margarida, do escritor soviético Mikhail Bulgakov, e em Baudelaire. Jagger escreveu-a como canção folk, inspirada em Bob Dylan, porém segundo algumas fontes, a canção teria sido inspirada em uma visita de Jagger a um centro de candomblé na Bahia, mas foi Keith Richards quem sugeriu o ritmo, que lembra um samba, a canção motivou várias acusações de satanismo feitas contra a banda.
 Após quase três décadas, foi regravada pela banda norte-americana Guns N' Roses, tornando-se a última faixa do álbum de coletânea dessa banda e sua décima-quarta música de maior sucesso. Também foi acrescentada às trilhas sonoras dos filmes Entrevista com o Vampiro e Coming Home (1978).
 As gravações começaram no Olympia Sound Studios no dia 04 de junho de 1968 e prolongaram-se pelos dias 5, 8, 9 e 10. Durante os trabalhos, o verso "Who killed Kennedy?" ("Quem matou Kennedy?"), que fazia referência ao assassinato de John F. Kennedy, foi modificado para "Who killed the Kennedys?" ("Quem matou os Kennedys?"), por causa do assassinato de Robert Kennedy. O diretor de cinema francês Jean-Luc Godard fez um documentário chamado One Plus One (porém mais conhecido pelo nome da música) tendo como pano de fundo a gravação da música. O documentário mostra a banda ensaiando a letra em diversos ritmos, acabando por escolher o lançado em disco. Entre as gravações, o filme retrata a dissolução do então guitarrista da banda, Brian Jones, o grupo radical Panteras Negras e a contracultura americana emgeral. Em outro documentário, The Stones In The Park, de 1969, Jagger apresenta um grupo africano como "percussionistas de samba" para um solo de introdução e depois acompanhamento da apresentação da canção que encerra o concerto ao vivo no Hyde Park..



sexta-feira, 29 de julho de 2016

TEARS IN HEAVEN - ERIC CLAPTON

 É uma balada escrita por Eric Clapton e Will Jennings, ela fala da dor que Clapton sentiu com a morte de seu filho de quatro anos, Conor Clapton, que caiu do 53° andar, da janela do apartamento de seu amigo, em 20 de março de 1991. Clapton, que chegou no apartamento logo após o acidente, ficou visivelmente (e obviamente) perturbado após o ocorrido.
 Este foi um dos maiores sucessos de Clapton, chegando ao 1° lugar na Billboard dos EUA.
 Will Jennings, que trabalhou com Clapton na música, relutou no início em ajudá-lo. A canção foi inicialmente apresentada na trilha sonora do filme Rush e ganhou três Grammy Awards para Canção do Ano, Gravação do Ano e Performance Vocal Pop Masculino, no Grammy Awards 1993.
 Em 2004, Tears in Heaven ficou na 362° posição na lista da Revista Rolling Stone das 500 melhores canções de todos os tempos.
 Este foi um dos maiores sucessos de Clapton, chegando ao 1° lugar na Billboard dos EUA.
 A canção foi inicialmente apresentada na trilha sonora do filme Rush e ganhou três Grammy Awards para Canção do Ano, Gravação do Ano e Performance Vocal Pop Masculino, no Grammy Awards 1993.
 Clapton parou de tocá-la em 2004, bem como a canção My Father's Eyes, afirmando: "Eu não sentia mais a sensação de perda, que é uma parte integrante dessas composições. Eu preciso me conectar com os sentimentos que havia quando compus essas canções. Acho que esses sentimentos se foram, e eu não quero que eles voltem novamente. Minha vida mudou desde então. Canções assim só precisam de uma pausa e talvez eu volte a apresentá-las de uma maneira nova".

quinta-feira, 28 de julho de 2016

THE FLOATERS


  Foi um grupo vocal americano, do subúrbio Sojourner Truth em Detroit, Michigan, que foi formado em 1976. O grupo é melhor conhecido por sua música de 1977 "Float On", que atingiu o número 2 na parada da Billboard Hot 100, e número 1 na UK Singles Chart e número 5 na parada de singles na Irlanda.

 Formada pelo ex-membro do The Detroit Emeralds, o cantor James Mitchell, com seu irmão Paul Mitchell, Larry Cunningham, Charles Clark e Ralph Mitchell (apesar do nome, não era parente dos irmãos Mitchell). A maioria do grupo era do subúrbio Sojourner Truth, na área leste de Detroit.
 James Mitchell escreveu o maior sucesso da banda, "Float On", com Arnold Ingram e Marvin Willis. A letra destaca cada membro da banda, que se apresenta com seu nome, signo e o tipo ideal de parceira romântica. A canção foi produzida por Woody Wilson. Se tornou um sucesso mundial em 1977 pela ABC Records, atingindo #1 nos EUA na parada R&B, #2 na Billboard Hot 100, e #1 na parada de singles da Irlanda.
 Os singles seguintes como "You Don't Have to Say You Love Me" (#28 na Billboard R&B) não obteve o mesmo sucesso. O grupo continuou a gravar, lançando quatro álbuns de estúdio nos anos seguintes. Uma nova gravação de "Float On" foi gravada em 2001 para o álbum Still Standing do grupo Full Force.

terça-feira, 26 de julho de 2016

JOELHO DE PORCO

Por volta do mês de Outubro de 1966, surge a banda JOELHO DE PORCO!  num festival interno do Colégio Rio Branco, localizado na capital de São Paulo, E desde então, o primeiro fiasco do JOELHO DE PORCO, ficou perpetuado em tal Festival, com a desclassificação sumária do concorrente, por suposto desrespeito ao público sua primeira formação era:

Fábio Gasparini - guitarrista
Gerson Tatini - contrabaixista
Próspero Albanese - baterista
Celso - sanfona muda

 Direcionados por  Aracy de Almeida(cantora e Jurada do programa Silvio Santos) em maio de 1972 o grupo  precursor do movimento punk no Brasil apareceu e  tocaram no Tuca em São Paulo  já com a formação:

-Tico Terpins (violão,voz, guitarra base – ex-Os Baobás)
Walter Baillot (guitarra solo – ex-Provos e Século XX – substituto de Gerson Tatini, convidado pelo baixista Rodolfo Ayres Braga)
-Conrado Assis Ruiz (guitarra, piano e vocais – ex-Mona)
-Rodolfo Ayres Braga (baixo e vocais – ex-Terreno Baldio, ex-The Jet Black's)
-Próspero Albanese (bateria e vocais)

 Teve também participações como:
Gerson Tatini (baixista que tocou guitarra por alguns meses, em 1972)
Ricardo Petraglia (vocal)
Zé Rodrix pianista

 Com esta formação, em 1972, gravaram o compacto simples "Se Você Vai de Xaxado, Eu Vou de Rock And Roll/Fly America", produzido pelo ex-Mutantes Arnaldo Baptista. Dois anos depois, o Joelho lançou seu primeiro LP, um dos mais elogiados discos do pop da época, misturando rock pesado e referências tropicalistas em faixas como Boeing 723897 e Mardito Fiapo de Manga.

 Em 1976, entrou o vocalista (e, em seguida, ator) Ricardo Petraglia, que participou de alguns shows. Logo após, entra o cantor argentino Billy Bond, com quem a banda partiria para uma linha mais agressiva, próxima do punk rock que explodia naquela mesma época na Inglaterra.
Nesta fase, começa o desmanche da formação original da banda, com a saída dos músicos Conrado Assis Ruiz, Rodolfo Ayres Braga e Walter Baillot.
 Em 1977, o Joelho gravou LP homônimo e, pouco tempo depois, encerrou suas atividades. Tico Terpins partiu para o mercado dos jingles publicitários, montando o estúdio Audio Patrulha.
 Em 1983, Terpins – juntamente com Próspero Albanese e o cantor e compositor Zé Rodrix (ex-Sá, Rodrix e Guarabyra) – remontaram o Joelho, que voltou com o LP duplo Saqueando a Cidade, cujos sucessos são: Vigilante Rodoviário, Vai Fundo e Funicoli, Funicolá (versão roqueira da tradicional canção italiana).
 Com o vocalista e fotógrafo David Drew Zingg, a banda ganhou o prêmio de melhor letra do Festival dos Festivais da TV Globo, em (1985), por "A Última Voz do Brasil". Em 1988, o Joelho de Porco lançou o LP "18 Anos Sem Sucesso", com repertório do pop americano pré-rock. Na década de 1990, David tornou-se conhecido pela coluna que escrevia em inglês e que era publicada na Folha de S.Paulo, sob tradução de Clara Allain.
 Em 1998, Tico Terpins morreu de enfarte. Em 2000, foi a vez de David Drew falecer, com falência múltipla de órgãos.
 Em 22 de maio de 2009, no início da madrugada de sexta-feira, o cantor e compositor Zé Rodrix morreu em São Paulo, aos 61 anos de idade. Conforme uma pessoa próxima, o músico havia saído com a mulher mas começou a se sentir mal e retornou para casa por volta de meia-noite. A família acionou uma filha do artista que é médica e que prestou os primeiros socorros ao pai. Ainda quando aguardava a chegada da ambulância para ser removido a um hospital, ele passou mal e faleceu. Zé Rodrix foi responsável por vários jingles de sucesso. No entanto, ficou imortalizado na MPB ao compor “Casa no Campo”, uma das grandes interpretações de Elis Regina e que embalou a geração bichogrilo setentista.
 A banda Joelho de Porco reuniu 3 músicos em sua formação original: Conrado Assis Ruiz – vocalista, guitarrista e pianista; Prospero Albanese – bateria e vocal e Rodolfo Ayres Braga – baixo e vocal, ambos para um show na "Virada Cultural" em São Paulo em maio de 2009, para milhares de fãs na Praça da República. Participaram também Franklin Paollilo – bateria e João Paulo Almeida – piano e vocal (que tocou em um Festival de Música em 66 no Colégio Rio Branco, onde surgiu a ideia do nome Joelho de Porco).

THE NUMBER OF THE BEAST

É a quinto single do segundo álbum de mesmo nome da banda de heavy metal Iron Maiden. A música foi escrita inspirada em um pesadelo do fundador da banda, Steve Harris após ver o filme Damien: Omen II (A Profecia II) e na história do poema Tam o' Shanter. "The Number of the Beast" é um dos maiores sucessos da banda e é sempre executada durante concertos e chegou ao décimo oitavo lugar das paradas britânicas. A canção é bastante conhecida pelo estridente e grutal grito de Bruce Dickinson segundos após a introdução. No documentário sobre o álbum de mesmo nome, parte da série Classic Albums da BBC, Dickinson conta que o produtor Martin Birch forçava ele a cantar durante várias vezes as quatro primeiras linhas durante várias e várias horas. Todo esse treino culminou em um tom cada vez mais estridente do grito no começo da música.
 A banda originalmente havia contratado o famoso ator de filmes de terror Vincent Price para ler o texto de introdução. No entanto, de acordo com Dickinson, Price disse que não faria nada por menos de £25.000. Para não ter que pagar tudo isso, a banda foi obrigada a contratar um locutor, Barry Clayton, que lia histórias de terror na rádio Capital 95.8.
 A frase de abertura "Woe to you O earth and sea for the Devil sends the beast with wrath because he knows the time is short (Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo)/Let him who hath understanding reckon the number of the beast for it is a human number/its number is six hundred and sixty six (Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é um número do homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis)" foi tirada diretamente do livro Apocalipse (12:12) e (13:18).



 O desenho da capa do single mostra Eddie segurando a cabeça do Diabo. Essa capa é uma espécie de rescaldo da capa do single anterior, em que Eddie aparece lutando contra o Diabo, sugerindo então que Eddie ganhou a batalha. Existe uma versão muito rara do single em vinyl vermelho.



 O videoclipe original mostra a banda tocando a música com pequenas cenas de filmes de terror intercaladas incluindo Godzilla, War of the Colossal Beast, The Crimson Ghost, How to Make a Monster, Nosferatu e The Angry Red Planet. O logotipo do The Misfits também aparece rapidamente na tela. Além dessa, também existem outras referências ao The Misfits no videoclipe, como a aparição do monstro do filme The Angry Red Planet que foram utilizados na capa do álbum Walk Among Us da banda. Durante a metade do solo de guitarra, um casal de dançarinos, cada um com uma placa escrito "6" pendurada nas costas aparece fazendo passos de dança no meio do palco em que a banda está tocando. A dançarina depois aparece com uma mascara de lobo e Eddie aparece também no meio do palco ao final da música. Uma versão alternativa do vídeo existe onde as cenas dos filmes são omitidos e o vídeo é, basicamente, a banda tocando a música (apesar de o casal dançando ainda aparecer). Também existe um outro vídeo(disponível no DVD Visions of the Beast), com animações em flash.

The Number Of The Beast - 1982

01. Invaders
02. Children Of The Damned
03. The Prisioner
04. 22 Acacia Avenue
05. The Number Of The Beast
06. Run To The Hills
07. Gangland
08. Total Eclipse
09. Haloweed Be Thy Name

Formação:
Bruce Dickinson - Vocais
Steve Harris - Baixo e Backing Vocals
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra e Backing Vocals
Clive Burr - Bateria

 Em Dezembro de 2001 faleceu Barry Clayton, a voz da citação de abertura The Number Of The Beast.