RADIO PORTAL FLASH BACK

sábado, 31 de março de 2018

Rick Allen

 Richard John Cyril Allen, Dronfield, 1º de novembro de 1963, mais conhecido como Rick Allen, é baterista inglês, membro da banda de Rock britânica Def Leppard.
 Iniciou sua carreira profissional muito jovem, com apenas 15 anos de idade. Em 1978, entra para o Def Leppard substituindo Frank Noon. Nesse mesmo ano Allen e a banda lançam o mini-LP Def Leppard. Aos 16 anos abandona definitivamente a escola tornando-se baterista em tempo integral. Allen tinha como característica apresentar-se nos shows sem camisa, calçando tênis sem meias, vestindo luvas pretas e usando um calção que reproduzia a bandeira da Grã-Bretanha. Essa imagem o tornou famoso no mundo inteiro.
 Em 1980, faz sua estreia oficial em disco com sua banda no disco On Through the Night. Seguiram-se os álbuns High and Dry, muito elogiado, e Pyromania, um enorme sucesso. Allen foi particularmente muito elogiado pela crítica especializada por sua técnica, considerada esplêndida, chegando a ser comparado aos grandes bateristas do rock tais como Keith Moon e John Bonham.
 Em 31 de dezembro de 1984, ao ir para uma festa de ano novo na casa de sua família em Sheffield, Inglaterra, Allen, então com 21 anos, dirigia seu Corvette quando foi ultrapassado por um Alfa Romeo. O motorista desafiou Allen e não o deixou passar. Em sua corrida para tentar ultrapassá-lo, Allen não viu uma curva à frente e perdeu o controle de seu carro, que caiu por um paredão de pedra em um campo. Ele foi arremessado para fora do carro, tendo seu braço esquerdo arrancado por causa do cinto de segurança que estava mal colocado. O carro ficou de cabeça para baixo, com sua namorada Miriam Barendsen presa em seu assento. Ela não se feriu gravemente, e encontrou Allen caído no campo. Eles foram ajudados por uma enfermeira que passava pelo local, e foram levados a um hospital. Inicialmente, os médicos reimplantaram o braço de Allen, mas por causa das infecções, ele teve de ser removido novamente. Ele deixou o hospital três semanas e meia depois, com uma recuperação estimada em pelo menos seis meses.
 O acidente cancelou todos os seus compromissos profissionais — e também os do grupo — por quatro anos. Alegou-se, na época, inclusive, que o acidente havia sido o motivo para o cancelamento da apresentações do grupo no primeiro Rock in Rio, forçando a organização do evento a contratar a banda Whitesnake às pressas, no começo de 1985. No entanto, a troca das atrações já havia sido combinada antes do acidente. O real motivo foram os atrasos na gravação do próximo álbum da banda, Hysteria, que só chegaria a público em agosto de 1987 - neste caso, sim, graças ao acidente sofrido por Rick Allen.  
Allen e o Def Leppard só retornariam às paradas com o álbum Hysteria. Allen muda sua característica: usa camiseta, jeans, sem luvas e toca descalço. Para suas apresentações, usa uma bateria feita especialmente para ele e cujos controles de ritmo estão todos nos pés, tocando apenas com o seu único braço. Seguem-se os álbuns Adrenalize,1992; Retro Active, 1993; Vault: Def Leppard's Greatest Hits, 1995; Slang, 1996; Euphoria, 1999; X, 2002; Best Of Def Leppard, 2004; Rock of Ages: The Definitive Collection, 2005; Yeah!, 2006; Songs from the Sparkle Lounge, 2008 e Mirrorball, 2011. Allen vem se apresentando regularmente com o Def Leppard sempre com muito sucesso.

Albuns com Def Leppard:
On Through the Night (1980)
High 'n' Dry (1981)
Pyromania (1983)
Hysteria (1987)
Adrenalize (1992)
Retro Active (1993)
Vault: Def Leppard Greatest Hits (1980–1995) (1995)
Slang (1996)
Euphoria (1999)
X (2002)
Best of Def Leppard (2004)
Rock of Ages: The Definitive Collection (2005)
Yeah! (2006)
Songs from the Sparkle Lounge (2008)
Mirrorball (2011)
 Segundo diz o site oficial do Def Leppard, o companheiro de banda de Allen, Joe Elliot, afirma que Rick é um melhor baterista agora do que quando tinha dois braços.
 Allen fundou junto com sua esposa, Lauren Monroe, uma ONG chamada The Raven Drum Foundation para auxiliar pessoas com deficiência física.


sábado, 24 de março de 2018

The Hunters(Scorpions)



No ano de 1975, o SCORPIONS estava se preparando para entrar em estúdio e gravar seu terceiro álbum In Trance, e vinha apreciando um sucesso emergente pelo seu disco antecessor Fly To The Rainbow, de 1974. Porém, talvez eles quisessem experimentar o que antes era improvável, fazer rock com letras em alemão?
O propósito deste projeto só eles poderiam responder, mas, de forma surpreendente e inteligentemente, a banda usa um pseudônimo: THE HUNTERS. Talvez eles não quisessem associar o nome SCORPIONS a um possível fracasso ou rejeição, e, sendo assim, lançam um compacto contendo duas releituras da banda inglesa SWEET, que fazia muito sucesso na época, Fox On The Run, que viria a se chamar em alemão Fuchs Geh'Voran; e Action, que viria a ser Wenn Es Richtig Losgeht.
Este registro provavelmente é o disco mais raro da história do SCORPIONS, uma joia rara para fãs e colecionadores do grupo, apesar das canções poderem soar estranhas à primeira audição. É nítido, logo de cara, a familiaridade do DNA dos escorpiões de Hannover, presente no lado A e B, e a harmonia que se consolidaria como perfeita entre os dois guitarristas, Uli Roth e Rudy Schenker, em Tokyo Tapes. Estava sendo concebida, naquele momento, a voz polida, inconfundível e anasalada de Klaus Meine, que começava a surpeender; e a cozinha competente que acompanhava esses três jovens monstros de Jurgen Rosenthal e Francis Buchholz.
A gravação aconteceu antes das sessões do In Trance, pois o baterista ainda era Jurgen Rosenthal, que viria a ser substituido por Rudy Lenners.
O line up dessa curiosa façanha era: Klaus Meine vocal, Rudolf Schenker guitarra, Ulrich Roth guitarra, Francis Buchholz baixo e Jürgen Rosenthal bateria.
THE HUNTERS: uma experiência ou uma diversão? O fato é que com ou sem pretensões, qualquer hipótese não passou disso, pois logo em seguida seria gravado e lançado o disco In Trance, considerado um dos melhores da carreira da banda e, pela primeira vez, explorando o nome SCORPIONS no formato da logo, que se tornaria mundialmente conhecida e os acompanharia durante toda sua carreira.
Este compacto guarda puro veneno germânico, que começava a assombrar o mundo do rock.


quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Private Dancer


Em português Dançarina particular, é uma canção escrita por Mark Knopfler e gravada originalmente por Tina Turner. É a faixa-título do quinto álbum solo de Tina, lançado em 1984, e foi lançada como o quinto compacto simples do mesmo em 17 de novembro de 1985.
 Escrita por Mark Knopfler, Private Dancer tem como tema uma ambiciosa dançarina particular (prostituta) e seus sonhos. A canção iria ser originalmente gravada pelo grupo Dire Straits, do qual Knopfler era guitarrista e vocalista, no álbum Love over Gold de 1982. Entretanto, Knopfler decidiu não gravar os vocais enquanto a música estava sendo gravada, por ter percebido que não era cabível a um homem tratar de tal tema. Devido à razões legais, a gravação original sem os vocais não podia ser utilizada, então depois de dois anos, a canção foi refeita pelo Dire Straits para Turner. Todos os membros do grupo, com exceção de Knopfler, que estava gravando com Bryan Ferry, participaram da regravação de Private Dancer. O guitarrista foi substituído por Jeff Beck, naquele que Knopfler considera o segundo solo de guitarra mais feio.
 Foi pedido que Turner trocasse a frase American Express will do nicely, thank you (American Express dá muito certo, obrigada) para A few pounds sterling (Algumas libras esterlinas) para uma performance no programa Top of the Pops da BBC, que tinha uma política duradora de banir marcas.
 Apesar de seu tema, Private Dancer se tornou uma das canções de maior sucesso de Tina, tendo atingido a sétima posição na Billboard Hot 100. Também atingiu a sétima posição na França, mas não obteve muito êxito na Austrália e no Reino Unido, locais onde atingiu as posições de número vinte e um e vinte e seis nas paradas, respectivamente.
 O videoclipe da canção foi filmado no Rivoli Ballroom, em Londres, e mostra, basicamente, Turner dançando com homens em uma festa.
 Private Dancer está presente em Tina Live in Europe, o único álbum ao vivo da cantora, lançado em 1988, e também em vários outros DVDs de performances ao vivo.
 A canção foi regravada várias vezes. Dentre os covers mais famosos, está o da cantora britânica Nicki French no álbum Gayfest de 2005.


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Mão chifrada


 Também conhecido como Maloik ou Mano Cornuta, é um símbolo conhecido por vários termos. Nos dias de hoje é muitas vezes considerado um sinal de adoração a ritos satânicos, tendo sido amplamente utilizado em diversas culturas ancestrais, principalmente mediterrâneas, como um sinal de proteção contra o mal (na Itália é como um equivalente das tradicionais três batidas na madeira). A utilização deste símbolo dentre os headbangers (fãs de Heavy Metal) não tem propriamente o objetivo primordial (satanismo). Foi introduzido ao gênero por Ronnie James Dio quando este estava no Black Sabbath.
 Ao longo de sua carreira Dio popularizou a expressão da mão chifrada. No documentário Metal: A headbanger's journey ele faz referência à seus avós vindos da Itália (seu sobrenome é Padavona) e que sua avó usava o gesto para afastar ou lançar mau-olhado para alguém; gesto bem comum entre supersticiosos do Mediterrâneo.
 O uso da mão chifrada às vezes é utilizado em um tom de ironia, visto que o heavy metal em geral já era uma música considerada satânica pela cultura popular, os precursores do metal adicionaram esse símbolo a fim de ironizar, e consequentemente aumentar ainda mais esse clichê criado pela população, que na grande maioria das vezes é falso, visto que o satanismo não é considerado um tema tão lírico para o heavy metal, que tem outros temas, como história (vide Iron Maiden), Idade média (medieval metal), história viking (viking metal), e até mesmo o cristianismo (white metal). O único estilo musical dentro do metal que utiliza de ritos satânicos é o black metal, mas, algumas bandas de thrash/death metal apresentam fortes influências do satanismo em suas musicas.
 Durante uma reunião da União Europeia em fevereiro de 2002, o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi foi fotografado fazendo este gesto por trás das costas do ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol. Quando questionado sobre o incidente, ele respondeu: Eu só estava brincando.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Century


-Origem   Marselha, Provence-Alpes-Côte d'Azur
-País      França
-Gênero(s)         Rock, rock progressivo, pop rock, synthrock

-Período em atividade  1979 - 2000, 2006-presente


 É uma banda de rock francesa formada em 1979 em Marselha. Century é provavelmente mais conhecida pelo single Lover Why que permaneceu por sete semanas em primeiro lugar na França. A banda chegou a vender mais de dez milhões de cópias em todo o mundo.
 No Brasil, a canção Lover Why foi utilizada na trilha sonora da novela Ti Ti Ti da Rede Globo. Gone with the Wind entrou na trilha sonora da novela Hipertensão.


Formação:
Atualmente:
Jean-Louis Milford – vocal, teclados
Thomas Richard – guitarras, teclados
Philipp Sanders – bateria
Stephen Pisani – baixo
Anteriormente:
Éric Traissard (guitarra)
Laurent Cokelaere (baixo)
Christian Portes (bateria)
Jean-Dominique Sallaberry

Discogarfia:
               
                                    - Lançamento: 1986
..And Soul It Goes      - Gravadora: Clever
                                    - Formatos: LP, CD, K7

                                      - Lançamento: 1988
Is It Red?                      - Gravadora: MBP
                                      - Formatos: LP, K7
               
                                     - Lançamento: 2006
Timeless                      - Gravadora: Apology Records
                                     - Formatos: CD

Singles:
1985 - Lover Why
1986 - Jane
1986 - Gone with the Winner
1986 - Self Destruction
1988 - This Way to Heaven

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Streets of Fire


Streets of Fire, Ruas de Fogo - Uma Fábula de Rock and Roll é um filme de ação estadunidense de 1984, dirigido por Walter Hill.
 A cantora de rock Ellen Aim (Diane Lane) retorna à sua cidade para um show e é sequestrada pelos Bombers, uma gangue de motoqueiros liderada por Raven Shaddock (Willem Dafoe). Reva Cody (Deborah Van Valkenburgh) envia um telegrama a seu irmão Tom Cody (Michael Paré), ex-namorado de Ellen, pedindo que ele volte à cidade. Juntamente com o produtor e atual namorado de Ellen, Billy Fish (Rick Moranis) e com a ex-soldado McCoy (Amy Madigan), Tom enfrenta a violência das gangues para resgatá-la das mãos dos Bombers.

    Elenco:
Michael Paré - Tom Cody
   Diane Lane - Ellen Aim
      Rick Moranis - Billy Fish
        Amy Madigan - McCoy
           Willem Dafoe - Raven Shaddock
              Deborah Van Valkenburgh - Reva Cody
                 Bill Paxton – Clyde

         Trilha Sonora:
     Nowhere Fast - Fire Inc.
     Sorcerer - Marilyn Martin
     Deeper and Deeper - The Fixx
     Countdown to Love - Greg Philinganes
     One Bad Stud - The Blasters
     Tonight Is What It Means to Be Young - Fire Inc.
     Never Be You - Maria Mckee
     I Can Dream About You - Dan Hartman
     Hold That Snake - Ry Cooder
     Blue Shadows - The Blasters

 O filme é parte de uma trilogia criada por Walter Hill chamada "As aventuras de Tom Cody". As histórias seguintes - chamadas The Far City (A Cidade Distante, em inglês) e Cody's Return (O Retorno de Cody) chegaram a ser escritas, mas não foram filmadas. Uma sequencia não-oficial, chamada Road to Hell (Estrada para o Inferno), foi filmada em 2008, dirigida por Albert Pyun e com Michael Paré no papel de Cody.



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

David Gates

 David Ashworth Gates (Tulsa, 11 de dezembro de 1940) é um cantor, compositor e produtor musical norte-americano, ex-integrante da banda Bread. Ele e Robb Royer (um dos co-fundadores) são os únicos sobreviventes do grupo.
 Vocalista e tecladista do Bread, Gates sempre esteve rodeado pela música, sendo excelente pianista, baixista e guitarrista durante a escola secundária.
 Em 1957, seu primeiro êxito, Jo-Baby, foi registrado por Chuck Berry. David, então com 16 anos, a escreveu para sua namorada Jo Rita, com quem ele se casou e teve filhos enquanto estudavam na Universidade de Oklahoma.
 Em 1961, se mudou com a família para Los Angeles, principiando uma carreira como compositor e produtor. No final dos anos 60 colaborou com Elvis Presley, Bobby Darin, Merle Haggard e produziu em 1965 o hit de Glenn Yarborough, Baby, The Rain Must Fall.
 Em 1968, cria o Bread, a banda que chegaria às paradas de sucesso mundiais e do grupo faziam parte ainda Jimmy Griffin (10 de agosto de 1943 – 11 de janeiro de 2005), Robb Royer (6 de dezembro de 1942), mais tarde o baterista Mike Botts (8 de dezembro de 1944 - 9 de dezembro de 2005), e o tecladista Larry Knechtel (4 de agosto de 1940 - 20 de agosto de 2009).
 Em 1973, após inúmeros desentendimentos entre Griffin e Gates, a banda se separa e seus integrantes seguem carreira solo em diferentes direções. Contudo, nenhum deles alcançou separadamente o sucesso da união de antes. Em 1977 a banda volta a se reunir e lançou aquele que seria seu último álbum (Lost Without Your Love) que foi bem recebido pela crítica e público.
 David Gates lançou seus próprios álbuns, First e Never Let Her Go, em 1975, Goodbye Girl, em 1978, Falling In Love Again, em 1980, Take Me Now, em 1981, e Love Is Always Seventeen, em 1995.
 Várias de suas canções foram gravadas por artistas como Julio Iglesias e Boy George. Everything I Own é uma homenagem a seu pai, que foi a sua maior influência e principal incentivador. Foi gravada por The Kendalls & Joe Stempley de Nashville.
 Sua incrível habilidade e versatilidade como compositor o levou por vários gêneros musicais. David Gates continua a escrever e produzir no estúdio de gravação que possui em sua fazenda na Califórnia. Um dos seus principais sucessos após deixar o grupo é Take me Now (integrou a trilha sonora internacional da novela Brilhante, da Rede Globo), além de Goodbye Girl, que deu o Oscar de melhor ator para Richard Dreyfuss, em filme homônimo.

 David Gates já participou de dois álbuns da consagrada banda brasileira Roupa Nova; no disco Através dos Tempos, de 1997, o cantor fez dueto com o sexteto carioca na música De Ninguém, versão de The Guitar Man da banda Bread; no disco Natal Todo Dia, de 2007, foi a vez dele participar de Volte Neste Natal.

Discografia:
Bread:
1969: Bread
1970: On the Waters
1971: Manna
1972: Baby I'm-a Want You
1972: Guitar Man
1977: Lost Without Your Love

Solo:
1973: First
1975: Never Let Her Go
1978: Goodbye Girl
1979: Falling in Love Again
1981: Take Me Now
1995: Love is Always Seventeen
2002: The David Gates Songbook